Para onde vão as coisas que gostamos um dia?
Este blog pretende ser somente um conjunto de desabafos de um quotidiano que vou observando, de um outro que vive dentro de mim, dos que me rodeiam, do que e dos que eu gosto, do que aprendi a gostar e gosto efectivamente. Sem hipocrisias, a fundo, no mais fundo de mim, pois eu sou do tamanho que vejo e sinto e não da minha altura...
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é daquelas que trauteio no carro e que canto sorrindo à minha priminha...
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Se conseguir simplificar a minha vida ao que de mais básico ela possa vir a necessitar vislumbro estandos de felicidade. Tais pensamentos são tão ou mais frequentes quando dou por mim, olhando para mim e para a minha vida com um total, absurdo mas absoluto desinteresse.
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Não há dúvida que o humor é mesmo o melhor REMÉDIO!!!
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Parece que se passou muito tempo. Tanto tempo que já perdi os contornos do teu rosto e tudo o que me resta é uma imagem desfocada que me recorda fugazmente o que foste. Deixei de te saber de cor. Deixaste de ser o mesmo, pelo menos como te conheci e agora não reconheço.
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Não gosto de entrar em politiquices mas que este país cada vez está pior está. E o pior é que as altas patentes que o lideram continuam a atirar areia, mas muito pouquinha e muito fininha - para os nossos olhos já tão habituadinhos que nem faz diferença.
Olhando para cerca de dez anos atrás só mudavam os políticos - as queixas mantinham-se. Agora mudaram os políticos, as políticas, mas continua a ser tudo um macacada. Um país de bananas sem identidade. Não venham falar de fado, não é disso que hoje se trata.
O primeiro-ministro arma-se em grande estadista - o Tratado -que devia ser referendado e que até chegou a ser embora chumbado noutros países - é assinado em Lisboa. É pá porreiro.
A cimeira que precedeu a guerra no Iraque teve origem na base das lages - porreiro não espectacular.
Entra o novo ano e uma nova lei de tabaco tão mal explicadinha que não se percebe nadinha. Ainda se percebe menos o aumento do Tabaco porque 80% do que é pago por um maço de tabaco vai para os cofres do estado e não para as tabaqueiras. Logo poderíamos concluir que esse dinheiro, e que é muito, seria aplicado em formas mais eficazes ao nível da saúde por exemplo para ajudar os que mais precisam. Naaaa - as taxas moderadoras sobem, fecham-se urgências mas pronto é porreiraço porque assim já estamos nós a imitar os nossos queriduxos americanos.
Como se a América quisesse saber de Portugal. Ou as Nações Unidas. É a própria história quem o diz.
Os países ricos interferem com países de onde sabem que poderão extrair alum benefício monetário para eles próprios e nesse campo portugal nada tem para oferecer. Portugal oferece uma subserviência ridícula, descura os seus, enche-se de vaidade e de grandezas quando os que cá vivem financiam essas suas manias e sofrem com as tolices que fazem.
Agora as escolas não vão poder ter nomes de santos só não sei é como essa medida pretende melhorar o ensino, mas tudo bem. A ministra deve sentir alguma satisfação em não fazendo nada aparecer nos telejornais, enquanto os problemas da educação em Portugal se agravam...
Eu não sei mas se Sócrates e toda a escumalha que tem poder, poder que se estende aos seus ministros, a instituições que deviam ser públicas mas que o estado lá vai meter a mão, a quase todos que estão na "oposição" sendo esta tão fraquinha que nem se percebe para que existe, não sei onde vamos parar. Já se tentam imiscuir na justiça - juizes e tribunais, PJ, e demais... Deixa de existir a ordem que regula esses organismos para imperar a ordem do Estado. Agora digam-me, que raio de democracia é esta?????
Já não basta gritar BASTA. A acção é que pode originar alguma reacção. Ir para o café armados em coitados, falar sem falar verdadeiramente do estado do país mas nada fazer para o abanar não chega.
Escrever não chega. O contra-poder não existe só o desejo por mais poder. Quem pode parte e deixa a terra. Quem vive nela sofre igual. Só duas classes sociais substitirão: as muito ricas e as muito pobres. E nós como vamos viver neste mundo que está retorcido???? Neste país que é nosso de nome mas que de nós só quer o dinhéiro, principalmente daqueles que menos podem???
Gostava de responder e resolver. Sou uma só. Revolto-me e zango-me.
E rio-me da tristeza desta Maria que vai com as outras iludida que as outras a vão olhar de forma diferente....
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A vida é um pequeno vício
Que se sorve pouco a pouco
Com efeito lento no início
Em graduação até ao estado louco
Uma droga leve e insípida
Que cria dependência
A triste consequência
É o sabor amargo
Que com um pequeno trago
Patenteia
Aquele que a saboreia
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O que há de eterno em Ti
Passeia pelo meu corpo
E o meu infinito
Chama num só grito
Por Ti
O meu mim
É só para Ti
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Querido Pai Natal
Nunca te escrevi uma carta sabias? Nem quando era mais pequena. No meu tempo não eras como te tornaram hoje em dia. Não te apercebeste? Bem, no meu tempo eras só aquele velhinho que saía de casa, lá onde faz muito frio, na véspera de natal e entrava por artes mágicas em casas, mesmo naquelas que não tinham chaminé, para deixar prendinhas... tinhas as tuas renas e os duendes que te ajudavam. era muito engraçado. lá em casa só abríamos os presentes na manhã do dia 25. na noite que precedia esse dia eu e a minha irmã tentávamos não adormecer para ver se algum dia davamos por ti. eras muito esperto. de qualquer maneira agora não sei o que fizeram de ti... deves estar em casa quentinho com a mãe/esposa natal e nem te apercebes que por cá não te tratam muito bem. Aliás não tratam bem ninguém, essa é que é essa. Bem há pessoas que nesta altura se vestem como tu para terem mais uns trocos. Vens nas latas e garrafas de coca-cola como se fosses uma marca. E a maior parte das crianças nem acreditam que tu existes. Aquela fantasia que te envolvia e te tornava tão especial foi e está a ser completamente adulterada... Não sou nenhuma velha do restelo, percebes... mas há um limite para tudo, embora para a maior parte os limites são aqueles que eles bem entendem, sem entenderem que passam por outros para alcançá-los que não havia necessidade.
De qualquer maneira há uma certa crueldade gratuita que tomou conta do mundo e das pessoas. Ninguém tem certeza de nada. Acredita-se pouco porque há falta de coisas para acreditar, falta em quem acreditar. Mas também não te quero aborrecer com estas coisas...
Agora que cresci a magia do natal perdeu-se um bocado. Aliás acho que se começou a perder quando me disseram que tu não existias e a prova estampada no rosto da minha irmã quando lhe contei. achavam que a determinada altura já é altura de sabermos certas verdades que no fundo pouco importam. como aquilo que costumam dizer "ah! agora que te veio a menstruação já és uma mulher" e tu não entendes nada porque ainda és novinha e só sabes que vais ter de aguentar todos os meses, durante algum tempo, essa chatice que é...
enfim, o natal é mais uma reunião de família em que o meu tio bebe uns copos de coca-cola e parece que bebeu uma garrafa de vinho. a nossa fantasia de outrora desvaneceu-se, mas ainda temos certos rituais, ou tinhamos... o natal também era mais divertido quando os meus bisavós estavam vivos... é verdade que os melhores natais são os que guardo na minha memória. Os próximos não sei como serão. Este não vai ser particularmente especial mas alguma coisa se há-de arranjar né?
Um beijo grande
Ana
PS - agasalha-te bem, eu sei que não tens idade nem esses problemas de saúde que atacam os comuns mortais, mas pronto... se passares pelas casas daqueles a quem eu quero bem deixa-lhes uma brisa suave. e se vires a cinderela deita-a direitinha está?
Obrigada Pai Natal.
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Há poucos dias atrás tive a noção, ou andei lá perto, de que tudo o que tinha escrito até agora tinha finalmente encontrado um destinatário. já não sou só eu e a caneta mas há alguém para quem tudo, ou quase, devo dizer. não tenho certezas, cada vez tenho menos em relação a isso. queria-lhe perguntar em que pensa e o que quer, mas recuo e penso que se não mo diz não quer nada, nem pensa em nada. todos temos medo de sofrer. mas se não dermos o passo em frente... se calhar não valho a pena. se calhar ele não sabe que se caisse eu estava sempre lá para lhe estender a mão... eu gostava que ele soubesse. disso e de muitas outras coisas... entre elas que gosto dele. muito. que tenho medo muito. que tenho muita vontade e muitas saudades. que tenho medo que o tempo nos troque as voltas e depois já não haja tempo para nós. nós que ainda não existe senão na amizade que partilhamos e isso é bonito... é tudo muito bonito o que estou a viver... não que quisesse que fosse sempre assim, mas o que tem de ser tem muita força e neste momento o que tenho, não me bastando, faz-me feliz...
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Quando te lembrares de mim, se te lembrares de mim, eu vou estar muito longe daqui. À procura do que me foge, fugindo às lágrimas que correm no rosto, correndo para delas me desencontrar.
Se alguma vez te ocorrer pensar em mim, eu já não serei aquela menina mimada. Vou estar algures por aí, se calhar mais perto de ti, a ver a felicidade a passar, buscando os estandos da felicidade, a envelhecer calmamente.
Não voltarás a ver-me aqui. A viagem faço-a pelo mundo até à terra do não-sei-onde-mas-para-sempre.
E quando te lembrares de mim, então aí, estarei morta e enterrada e tu nunca saberás quem fui e eu nunca to poderei dizer...
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