segunda-feira, junho 22, 2009
segunda-feira, junho 08, 2009
Hoje até o meu pensamento tem chuva nele a correr
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ana valente
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12:26:00 p.m.
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sábado, junho 06, 2009
As gajas são do piorio,
E os gajos um bocado burros
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ana valente
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8:26:00 a.m.
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Etiquetas: Mulheres/Homens
sexta-feira, maio 15, 2009
“Devolvo à tarde triste a luz que me entristece,
E vou entristecendo
O largo,
O rio,
O campo
E, mais além, a linha do horizonte.
Mas repreendo os olhos e regresso
À página vazia
Onde, possesso (a)
Aguardo que desponte
A luz de um novo dia.
Um dia alegre,
Limpo,
Singular,
De nenhuma semana,
De nenhum mês,
De nenhum ano,
Miraculosamente amanhecido
Nas sílabas de um verso enfeitiçado,
A ressoar, medido e desmedido,
Na concha do ouvido
Deslumbrado.”
Miguel Torga
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ana valente
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terça-feira, maio 12, 2009
De que são feitas as palavras
E se não existisse qualquer filtro entre o que se diz e o que se pensa ou antes entre o que se pensa e o que se diz. Se houvesse um canal directo e todos fossem como que obrigados a dizer tudo o que lhes ia passando pela mente, nunca cansada de se exercitar? Seria um mundo melhor? Seríamos mais felizes ou, pelo contrário, andaríamos todos chateados uns com os outros porque a verdade magoa e nem sempre os pensamentos sobre as coisas são os mais bonitos? Não há resposta. Nunca haverá resposta porque todos sofremos essa castração primária, incutida quase inatamente, de esperarmos que o pensamento se acalme quando está chateado, se trave quando está feliz e a dizer o mais conveniente. Por isso somos todos muito falsos, não nunca muito falsos, mas falsos na nossa essência social. Por isso se diz que as crianças na sua ingenuidade dizem coisas “engraçadas” quando na verdade apenas enunciam verdades até então veladas, seja lá porque razão for.
As palavras são traiçoeiras, matreiras, perigosas, duvidosas. Nem sempre querem dizer aquilo que dizem, há outros sentidos que lhes estão subjacentes e que nem sempre são perceptíveis. Para entender as palavras no seu todo há que, sobretudo, saber ler nas entrelinhas daquilo que elas nos dizem. Porque as palavras não são meras palavras – engendradas pelo cérebro e verbalizadas pela boca, medeiam-nas todo um conjunto de sentimentos que, como é sabido, nem sempre primam pela coerência. Porque é que quando alguém diz “não gosto mais de ti” o outro, o desgostoso, pede, invariavelmente, a repetição da frase “olhos nos olhos”. Porque a verdade é que as palavras possuem uma frieza que o contacto físico, humano, visual destrona por completo. Por isso é que se opta tanto por dizer as maiores barbaridades ao telefone (como despedir alguém, por ex.), para não ter de enfrentar o olhar (im)piedoso e desarmador do olhar.
De um outro prisma as palavras adquirem uma força coerciva e persuasiva muito grandes. Vejamos os discursos políticos. Neles toda a ordem palavral é invertida no sentido único que se lhe quer dar e no fim todos concordam com o que o “homenzinho” disse. É um discurso apelativo, altamente pernicioso, uma vez que leva o zé povinho a convicções que mais não são do que promessas feitas à queima roupa sem qualquer intuito de um dia se virem cumpridas e convicções tortas que se aparentam direitas num povo ávido em lutar por ideais. Os políticos sabem isso e aproveitam-se desse facto jogando com as palavras, atacando-se mutuamente, mostrando os podres de uns e os fracos dos outros, apelando a grandes paixões. Usam a palavra pátria sem significado algum só porque sabem que é um dito que estremece as ideologias da gentalha sem ideias e ideais para se debater.
Por tudo isto resta dizer que é preciso ter algum cuidado com aquilo que se diz. Digo algum pois se assim não fosse tudo sairia muito certinho, politicamente correcto mas muito pouco verdadeiro. É na beleza de cada palavra que devemos encontrar o mote para construir frases também elas bonitas, plenas de significados, ocultos muitos, evidentes alguns, mas nunca recear dizê-los. Pois como já diz o ditado valem mais cem palavras do que sem palavras, ou antes digo eu, pronto.
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sexta-feira, maio 01, 2009
segunda-feira, abril 27, 2009

Por vezes a única suavidade na vida é nada se dizer e nada se entender. Ou tudo se entender pela metade. No entanto sendo que a metade é quase nada e tão nossa podemos concluir que na ausência de comunicação directa e proactiva nada se entende.
O processo de entendimento pode ser doloroso. A verdade exposta nem sempre é do agrado nem dos mais audazes.
“Prefiro ser burro do que saber. Saber o quê? – O que não sei e faz de mim burro.”
Nesse desencantamento que são estes dias que se arrastam que arrastamos e que deixamos que se arrastem. Nesta inoperância perante o nosso mundo que se alarga ao mundo dos que nos são mais próximos. O não querermos muitas vezes saber de ninguém, esquecer a nossa existência por instantes, parar o relógio – olha! Avariou, ou é a cabeça a frangalhar? Não importa. Que há-de importar quando tudo o resto incluindo o individuo não passa de um vazio???
Como preenchê-lo? Como abandoná-lo?
Será a honestidade uma coisa assim tão complicada? Capas e kispos, resmas de outros eu´s que deixam habitar nos seu´s. Para quê - atreve-se alguém a perguntar sabendo que de resposta mais um chorrilho de outros alternadeiros????
Que importa tudo afinal?
Nada… Ou tudo.
Simples não?
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sábado, abril 25, 2009
...
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sexta-feira, julho 25, 2008
do tanto que não escrevi
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quinta-feira, junho 05, 2008
Para onde vão as coisas que gostamos um dia?
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3:48:00 p.m.
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quinta-feira, março 27, 2008
Carlos Paiao - Cinderela
é daquelas que trauteio no carro e que canto sorrindo à minha priminha...
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6:29:00 a.m.
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quarta-feira, março 19, 2008
Aos 30 alguma diferença havia de se notar
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terça-feira, março 18, 2008
................................................
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sexta-feira, fevereiro 22, 2008
Pensava que gostava de rosas até descobrir a tulipa
Pensava que gostava de rosas até descobrir a tulipa. Pensava que não gostava que me catalogassem até me chamarem princesa. Ou princesa Tulipa.
Pensamos muita coisa até descobrirmos que o que pensávamos é bastante mutável. Não penso que agora volte a sê-lo. Gosto mesmo de tulipas e quem um dia me alertou para tal facto não imagina o horizonte que me abriu.
Também acho piada aos amores-perfeitos. Só uma flor poderia ter tal designação.
Depois de me compararem a uma tulipa nunca mais voltei a ser rosa. Por livre arbítrio entenda-se. Podia ser qualquer coisa mas iniciei um romance com as tulipas, uma cumplicidade que não ouso quebrar.
Um dia hei-de ter como sempre desejei uma Ana Rosa. Mas a rosa Ana já não sou eu, nem podia se nunca cheguei a ser. Nem a tal aspirei.
Parece que os espinhos são domínio exclusivo das rosas. Puro engano. Todas as flores e plantas têm os espinhos que vida nelas coloca. A nossa vida. A minha em particular.
Vão-se a rosas, alegro-me com as tulipas e pico-me e magoo-me e dói-me. Não igual. É outra dor que a da rosa faz parte do passado. Esta também fará quando a curar. Ficará o gosto pela flor. Só pela flor. Sem comparações – ou alguma que me seja impossível não estabelecer…
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segunda-feira, fevereiro 11, 2008
Se conseguir simplificar a minha vida ao que de mais básico ela possa vir a necessitar vislumbro estandos de felicidade. Tais pensamentos são tão ou mais frequentes quando dou por mim, olhando para mim e para a minha vida com um total, absurdo mas absoluto desinteresse.
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sexta-feira, fevereiro 01, 2008
Nada expressa melhor a palhaçada que se passa neste país
Não há dúvida que o humor é mesmo o melhor REMÉDIO!!!
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sábado, janeiro 12, 2008
O que o tempo desfocou
Parece que se passou muito tempo. Tanto tempo que já perdi os contornos do teu rosto e tudo o que me resta é uma imagem desfocada que me recorda fugazmente o que foste. Deixei de te saber de cor. Deixaste de ser o mesmo, pelo menos como te conheci e agora não reconheço.
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sexta-feira, janeiro 11, 2008
Para uma grande Mulher, Amiga e - sorte minha! - minha Mãe
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segunda-feira, janeiro 07, 2008
De olhos semi abertos

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Das cinzas levantei as asas e voei

Sinto-me uma Fénix que das cinzas renasceu e pode iniciar, melhor - dar continuidade novamente à sua vida. Porque a vida por vezes tem destas coisas - pára por instantes, dá-nos um colo onde dormimos e quando acordamos sabemos que temos de continuar. Mau grado os arranhões que ela nos possa causar há que tratá-los e levantarmo-nos de novo ainda que morrendo por dentro.
Não se inicia uma vida porque há todo um passado que não se pode apartar dela. São insígnias que nos acompanham ainda que nem lhes prestemos atenção, estão lá e fazem parte do que nos tornamos. Eu sou o que sou, fruto do que já vivi e com sede do que terei para viver. Sou em crescente aprendizagem. Sou sendo eu mesma com os traços de personalidade já marcados, sabendo o que quero e o que não quero. Ou mais ou menos. É raro termos certezas absolutas pois o mesmo seria dizer que os dias que se sucedem nada de novo nos podem trazer de frutífero ou não. Tenho certezas de algumas coisas. Todos temos. Mas em relação à vida só há uma - que um dia, não sabendo como nem porquê a morte chegará. As outras estão sujeitas a mudança.
Num ano que se inicia tudo poderia ficar igual. Tudo pode ou não. Neste campo mais pessoal eu não quero que fique tudo igual.
Entrei em auto-combustão. De noite morri. Acordei com o sol a bater-me nos olhos sem pedir licença e regressei. Sigo ou tento seguir em frente. O caminho desconhecido, a estrada, as curvas, as intersecções que me esperam e que desconheço. Sem medo. Com medo ficamos na encruzilhada. Ou enterrando o medo, se for caso de o ter, no fundo mais fundo de mim. Para que não me estorve nem me canse nem me impeça de continuar.
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quarta-feira, janeiro 02, 2008
Portugal = Maria Vai Com As Outras
Não gosto de entrar em politiquices mas que este país cada vez está pior está. E o pior é que as altas patentes que o lideram continuam a atirar areia, mas muito pouquinha e muito fininha - para os nossos olhos já tão habituadinhos que nem faz diferença.
Olhando para cerca de dez anos atrás só mudavam os políticos - as queixas mantinham-se. Agora mudaram os políticos, as políticas, mas continua a ser tudo um macacada. Um país de bananas sem identidade. Não venham falar de fado, não é disso que hoje se trata.
O primeiro-ministro arma-se em grande estadista - o Tratado -que devia ser referendado e que até chegou a ser embora chumbado noutros países - é assinado em Lisboa. É pá porreiro.
A cimeira que precedeu a guerra no Iraque teve origem na base das lages - porreiro não espectacular.
Entra o novo ano e uma nova lei de tabaco tão mal explicadinha que não se percebe nadinha. Ainda se percebe menos o aumento do Tabaco porque 80% do que é pago por um maço de tabaco vai para os cofres do estado e não para as tabaqueiras. Logo poderíamos concluir que esse dinheiro, e que é muito, seria aplicado em formas mais eficazes ao nível da saúde por exemplo para ajudar os que mais precisam. Naaaa - as taxas moderadoras sobem, fecham-se urgências mas pronto é porreiraço porque assim já estamos nós a imitar os nossos queriduxos americanos.
Como se a América quisesse saber de Portugal. Ou as Nações Unidas. É a própria história quem o diz.
Os países ricos interferem com países de onde sabem que poderão extrair alum benefício monetário para eles próprios e nesse campo portugal nada tem para oferecer. Portugal oferece uma subserviência ridícula, descura os seus, enche-se de vaidade e de grandezas quando os que cá vivem financiam essas suas manias e sofrem com as tolices que fazem.
Agora as escolas não vão poder ter nomes de santos só não sei é como essa medida pretende melhorar o ensino, mas tudo bem. A ministra deve sentir alguma satisfação em não fazendo nada aparecer nos telejornais, enquanto os problemas da educação em Portugal se agravam...
Eu não sei mas se Sócrates e toda a escumalha que tem poder, poder que se estende aos seus ministros, a instituições que deviam ser públicas mas que o estado lá vai meter a mão, a quase todos que estão na "oposição" sendo esta tão fraquinha que nem se percebe para que existe, não sei onde vamos parar. Já se tentam imiscuir na justiça - juizes e tribunais, PJ, e demais... Deixa de existir a ordem que regula esses organismos para imperar a ordem do Estado. Agora digam-me, que raio de democracia é esta?????
Já não basta gritar BASTA. A acção é que pode originar alguma reacção. Ir para o café armados em coitados, falar sem falar verdadeiramente do estado do país mas nada fazer para o abanar não chega.
Escrever não chega. O contra-poder não existe só o desejo por mais poder. Quem pode parte e deixa a terra. Quem vive nela sofre igual. Só duas classes sociais substitirão: as muito ricas e as muito pobres. E nós como vamos viver neste mundo que está retorcido???? Neste país que é nosso de nome mas que de nós só quer o dinhéiro, principalmente daqueles que menos podem???
Gostava de responder e resolver. Sou uma só. Revolto-me e zango-me.
E rio-me da tristeza desta Maria que vai com as outras iludida que as outras a vão olhar de forma diferente....
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quinta-feira, dezembro 27, 2007
Na tristeza apeteceu-me sorrir
Entrei no jardim. Rostos desconhecidos, idosos aquecidos pela temperatura da hora de almoço, bem diferente da que se fazia sentir pela manhã, quando a geada nos tolhia os corpos que desapareciam dentro de grandes casacos....
Vi uma senhora dar de comer às pombas. quis ser pomba e ter uma migalha daquele carinho desprovido de qualquer retorno. Riu-se para mim a senhora, retribui. Sorriso sincero.
Passou outra por mim a chorar. Também eu sou hoje lágrimas salgadas por dentro. Quando de repente somos confrontados pela realidade de que a vida, nossa e de quem amamos, está tão presa quanto um fio... Quis voar dentro do manto das folhas e mergulhar nas lágrimas que todos deitavam ou guardavam. Descer e ser terra. Desci atordoada pela buzina de um carro.... E de volta à realidade - a vida presa à vida por um fio e o sol deste inverno no meu corpo....
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quinta-feira, novembro 15, 2007
ConFUSOSões
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ana valente
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quarta-feira, outubro 31, 2007
Corpo Ausente
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ana valente
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terça-feira, outubro 30, 2007
O vício da Vida

A vida é um pequeno vício
Que se sorve pouco a pouco
Com efeito lento no início
Em graduação até ao estado louco
Uma droga leve e insípida
Que cria dependência
A triste consequência
É o sabor amargo
Que com um pequeno trago
Patenteia
Aquele que a saboreia
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ana valente
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segunda-feira, outubro 29, 2007
Afogamento
Unem-se na constelação
E depois já soltos
Aquietam-se no coração
Fica no espaço a calma
Um grito de sossego
Repousa na alma
Afasta o medo
O pano cai
Afoga-se no mar salgado
E na areia se esvai
O cúmplice apaixonado
Duvido que volte
Que tudo caia no esquecimento
Pode ser que então me solte
Do seu obsessivo preenchimento
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sábado, outubro 20, 2007

O que há de eterno em Ti
Passeia pelo meu corpo
E o meu infinito
Chama num só grito
Por Ti
O meu mim
É só para Ti
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ana valente
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9:53:00 p.m.
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quarta-feira, outubro 10, 2007
quarta-feira, agosto 22, 2007
Nem Verão, Nem Inverno, Tão-pouco Outono
Quando não restavam dúvidas de que era realmente Inverno questionei-me por onde andarias, se tinhas existido mesmo e entrado de rompante na minha vida, a qual consequentemente se tinha tornado mais leve...
Mas, nesse duro inverno, já não escutava nem um eco dentro de mim que denunciasse a tua presença. Dei por mim a pensar que talvez não tenhas passado de uma estrela cadente que depressa desapareceu no manto negro desse noite tão escura.
Então o sol deixou de brilhar, pelo menos para mim. Nem lhe prestei mais atenção...
É preciso não acreditar em nada para depois poder voltar a acreditar em alguma coisa. Nesse momento eu não sabia nada de nada... Neste momento também não sei grande coisa... Passou quase um ano... Nunca mais soube nada de ti, nunca mais perguntei, por medo não sei, mas ainda me lembro. Muito.
Olhando para trás penso que não me restam grandes alternativas. Devia ter sido mais esperta, mais inteligente, tudo mais e, noutros aspectos tudo menos. Que me perdi e perdi muito mais do que ganhei... Desencontrei-me de mim novamente.
Atingiste o meu ponto gravitacional e eu estatelei-me no chão.
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terça-feira, dezembro 05, 2006
sábado, novembro 25, 2006
Carta ao Pai Natal
Querido Pai Natal
Nunca te escrevi uma carta sabias? Nem quando era mais pequena. No meu tempo não eras como te tornaram hoje em dia. Não te apercebeste? Bem, no meu tempo eras só aquele velhinho que saía de casa, lá onde faz muito frio, na véspera de natal e entrava por artes mágicas em casas, mesmo naquelas que não tinham chaminé, para deixar prendinhas... tinhas as tuas renas e os duendes que te ajudavam. era muito engraçado. lá em casa só abríamos os presentes na manhã do dia 25. na noite que precedia esse dia eu e a minha irmã tentávamos não adormecer para ver se algum dia davamos por ti. eras muito esperto. de qualquer maneira agora não sei o que fizeram de ti... deves estar em casa quentinho com a mãe/esposa natal e nem te apercebes que por cá não te tratam muito bem. Aliás não tratam bem ninguém, essa é que é essa. Bem há pessoas que nesta altura se vestem como tu para terem mais uns trocos. Vens nas latas e garrafas de coca-cola como se fosses uma marca. E a maior parte das crianças nem acreditam que tu existes. Aquela fantasia que te envolvia e te tornava tão especial foi e está a ser completamente adulterada... Não sou nenhuma velha do restelo, percebes... mas há um limite para tudo, embora para a maior parte os limites são aqueles que eles bem entendem, sem entenderem que passam por outros para alcançá-los que não havia necessidade.
De qualquer maneira há uma certa crueldade gratuita que tomou conta do mundo e das pessoas. Ninguém tem certeza de nada. Acredita-se pouco porque há falta de coisas para acreditar, falta em quem acreditar. Mas também não te quero aborrecer com estas coisas...
Agora que cresci a magia do natal perdeu-se um bocado. Aliás acho que se começou a perder quando me disseram que tu não existias e a prova estampada no rosto da minha irmã quando lhe contei. achavam que a determinada altura já é altura de sabermos certas verdades que no fundo pouco importam. como aquilo que costumam dizer "ah! agora que te veio a menstruação já és uma mulher" e tu não entendes nada porque ainda és novinha e só sabes que vais ter de aguentar todos os meses, durante algum tempo, essa chatice que é...
enfim, o natal é mais uma reunião de família em que o meu tio bebe uns copos de coca-cola e parece que bebeu uma garrafa de vinho. a nossa fantasia de outrora desvaneceu-se, mas ainda temos certos rituais, ou tinhamos... o natal também era mais divertido quando os meus bisavós estavam vivos... é verdade que os melhores natais são os que guardo na minha memória. Os próximos não sei como serão. Este não vai ser particularmente especial mas alguma coisa se há-de arranjar né?
Um beijo grande
Ana
PS - agasalha-te bem, eu sei que não tens idade nem esses problemas de saúde que atacam os comuns mortais, mas pronto... se passares pelas casas daqueles a quem eu quero bem deixa-lhes uma brisa suave. e se vires a cinderela deita-a direitinha está?
Obrigada Pai Natal.
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ana valente
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